terça-feira, 24 de agosto de 2010
Daniel W. Whittle, s/hinos e s/comovente história
Daniel Webster Whittle (1840-1901) serviu durante a Guerra Civil Americana, na 72a Infantaria de Illinois. Ferido no final da luta, perdeu seu braço direito e foi feito prisioneiro de guerra. Enquanto se recuperava no hospital, procurando algo para ler, achou o Novo Testamento que sua mãe pusera em sua mochila; leu-o com atenção sentindo que, com isso, seu lar distante estava mais perto. Mesmo assim, seu coração não estava movido a aceitar Jesus Cristo como seu Salvador.
Certa noite, foi acordado por um companheiro que lhe suplicou que fosse orar por um rapaz que estava à morte. Daniel tentou esquivar-se, alegando que não sabia orar, ser mau e estar longe dos caminhos de Deus. O companheiro ficou surpreso, uma vez que sempre o via lendo a Bíblia.
Finalmente, Daniel concordou e foi orar com o rapaz moribundo; antes, porém, confessou seus próprios pecados e clamou a Jesus por perdão. Mais tarde, relatou o que aconteceu naquele momento: "Senti a pressão da mão de Deus, na minha única mão que segurava a do rapaz, enquanto suplicava as promessas de Deus para a vida do rapaz que agonizava. Essas promessas haviam-se tornado familiares para mim devido às leituras bíblicas que fizera. Em dado momento, a mão do rapaz tornou-se fria. Quando abri os olhos, os dele estavam fechados para sempre, mas havia uma paz perfeita no seu semblante." Esta experiência lhe fez escrever: "Dá lugar a Jesus Cristo":
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Nesta bela igreja, hoje catedral, em Pelotas-RS, aprendi o "Chuvas de Bênçãos" na minha infância:
O hino "Chuvas de Bênçãos":
http://www.youtube.com/watch?v=JT5Sn-0lSEM
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Um "brigada de cantores" (coral) salvacionista em que participei em São Paulo, em 1972.
O hino "Mas eu sei em Quem tenho crido":
http://www.youtube.com/watch?v=WZqGGkYnjKY&p=7F5944652A66BF74&playnext=1&index=3
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Um acampamento de músicos e cantores, em Suzano-SP, em 1965 (estou na quarta fila, enquanto o então major Eliasen dirige o grupo de jovens).
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O hino "Cada momento me guia o Senhor" ao piano:
http://www.youtube.com/watch?v=zzdC7z9kHAA
sábado, 21 de agosto de 2010
Perdão Infinito, Oceano de Amor...
O homem de Deus que queria "ir às almas, e às piores", e que em 1865 fundou o humilde Exército de Salvação - cuja bandeira flutua hoje em 121 países - tem seu busto na Westminster Chapel, em Londres, onde são coroados os reis da Inglaterra.
Richard Collier finaliza a biografia de William Booth ("Um General perto de Deus") contando que a rainha Mary da Grã-Bretanha entrou sem que ninguém a reconhecesse no grande salão onde ele estava sendo velado. Junto dela, na mesma fila, estava uma mulher pobremente vestida, mas bem cuidada, que confessou o seu segredo à rainha. Ela já fora prostituta, e o Exército de Salvação a tinha salvo. A mulher viera cedo para arranjar um lugar no corredor, imaginando que o esquife passaria junto dela. E quando isso aconteceu, ela colocou discretamente três cravos murchos sobre a tampa, e durante todo o serviço fúnebre foram aquelas as únicas flores sobre o caixão. A Rainha Mary sentiu uma emoção profunda quando a mulher se voltou para ela e disse com simplicidade, em palavras que poderiam servir de epitáfio a William Booth: - Ele cuidava de gente da nossa espécie.
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L i n k s:
O boundless salvation (o hino cantado pelo coral do centenário)
http://www.youtube.com/watch?v=vWqvtRXLogc&feature=related
Vídeo do funeral de William Booth, que parou o centro de Londres:
http://www.youtube.com/watch?v=tfSYcYTF_Ds&feature=player_embedded
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste!
520 - Stor är din trofasthet
Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor! Dia após dia com bênçãos sem fim, Tua mercê me sustenta e guarda, Tu és fiel, Senhor, fiel a mim!
Este famoso hino é baseado em Lamentações 3:23: A fidelidade de Deus é grande; o seu amor cuidadoso é sempre novo, a cada dia que passa (Bíblia Viva).
Ao ser cantado por uma congregação, não raro vemos pessoas com os olhos fechados em adoração e gratidão ao Deus fiel! Tenho ouvido o hino em muitas cerimônias de casamento a que tenho assistido, pois, além de ser solene, expressa o desejo dos cônjuges que, diante do altar, fazem os votos matrimoniais e suplicam ao Deus fiel que os ajude na nova etapa que se inicia em suas vidas.
Foi escolhido por meu filho e minha nora para iniciar a cerimônia de seu casamento, na qual tive a alegria de participar, portanto bem natural que o hino me faça lembrar deles.
Instituto Bíblico Moody em Chicago-IL, dezembro de 1981. Aqui está o "noivo", com dois anos de idade, que a certo momento adormeceu e o coloquei deitado à entrada do conhecido Instituto, onde o papai seria entrevistado no estúdio de rádio.
O pastor metodista, William J. Runyan, compositor do hino, de 1931 a 1944, serviu no Instituto Bíblico Moody, razão pela qual o hino é tão ligado ao lugar. Aos 5 anos, William iniciou seus estudos de música, sendo que aos 12 anos já era o organista da igreja.
Thomas Obediah Chisolm (1866-1960), que escreveu as palavras do hino, nasceu em circunstâncias humildes e teve de instruir-se por si mesmo; no entanto, tornou-se mais tarde professor. Aos 27 anos, converteu-se em uma série de conferências evangelísticas e consagrou-se ao ministério da Igreja Metodista. Thomas enviou muitas de suas poesias para Runyan compor uma melodia, pois era seu colega e grande amigo. Entre elas estava a "Tu és fiel, Senhor!", que foi publicada em 1923 em um hinário intitulado "Cânticos de Salvação", da autoria de Runyan.
A tradução para o português é uma colaboração de Joan Sutton, Lidia Bueno e Hope Silva, as duas últimas professoras de Português em Campinas-SP.
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Pesquisa: Crusader Hymns and Hymn Stories, pela equipe de Billy Graham, e Se os Hinos Falassem, volume III, de Bill H. Ichter.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Quão grande és Tu! Grandioso és Tu!
és Tu!
How great thou art!
O store Gud - 11
Oi Herra suuri - 459
Foto: Hämeenlinna, linda cidade da Finlândia, onde vivemos (veja link).
Senhor, meu Deus, quando eu maravilhado Paro a pensar no Teu grandioso ser contemplo o céu, de estrelas pontilhado, Ao declarar ao mundo o Teu poder...
Então minha alma canta a Ti, Senhor, quão grande és Tu! (2x)
Quando lampeja e ruge a tempestade E faz tremer a terra e o mar, A nuvem solta a chuva refrescante E o arco-íris vem-me alegrar...
Ao percorrer as matas e florestas, Eu vejo as aves e ouço seu cantar, Montes e rios eis também em festa, Por tudo isso quero a Deus louvar...
E quando, enfim, for tudo esclarecido, O que a minha fé antecipou, E ao ouvir celestes harmonias, Eu louvarei melhor Quem me salvou...
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Carl Boberg , o autor, nasceu em Mönsterås *, na costa sudoeste da Suécia, em 16 de agosto de 1859. Seu pai era carpinteiro num estaleiro de navios, e sua casa dava bem para o estuário do rio Mönsterås. Carl converteu-se aos 19 anos de idade. Num certo domingo, quando ia para a reunião, encontrou-se com alguns jovens pouco mais velhos do que ele, os quais insistiam para que fosse jogar em sua companhia e de algumas moças amigas. Carl, que esperava encontrar, na reunião, o pregador que anteriormente tinha tocado profundamente em seu coração, e, não querendo perder o seu novo sermão, não aceitou o convite dos amigos.
A mensagem do pregador naquele domingo, sobre o pecado e a graça, foi direta ao coração de Boberg. Após a reunião, todavia, vagueou de um lado para outro sob profunda convicção de pecado, a tal ponto que, ao chegar a uma campina, caiu de joelhos e confessou-se um pecador irremediavelmente perdido. Nesse estado de espírito buscou o perdão, orando dia e noite, até que, ouvindo um menino tentando aprender de cor o versículo de João 14.13, que diz: Tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, a sua constante repetição fez com que ele compreendesse a verdade e assim encontrasse perdão e paz, simplesmente aceitando as palavras de Cristo.
Quatro anos mais tarde, no verão se 1885, Boberg escreveu o poema "O Store Gud", que conhecemos agora como "Quão Grande és Tu" e que foi publicado pela primeira vez em "A Folha de Mönsterås", no dia 13 de março de 1886. De 1890 até 1916 Boberg foi editor de um semanário cristão, "Testemunho da Verdade". De 1911 até 1924 foi representante de sua cidade no Parlamento Sueco. Sofreu, porém um derrame em 1937 que paralisou o seu lado direito, vindo a falecer em 1940. A música do hino é tradicional do folclore sueco.
É interessante notar que já em 1910 este hino havia sido traduzido para o português, pelo ilustre hinólogo Dr. João Gomes da Rocha, tradutor de inúmeros hinos, e foi publicado no hinário "Louvores", em 1938, pelo Centro Brasileiro de Publicidade Ltda. Esta tradução constava de dez estrofes e coro (Se os Hinos Falassem, Vol.1).
Em 1907 apareceu uma versão em alemão, feita por Manfred Von Glehn, residente na Estônia. Mas em 1927, outro pregador russo, Ivan S. Prokhanoff, conhecido como o "Martinho Lutero da Rússia moderna", publicou uma versão em russo, a qual foi incluída no hinário chamado "Kimvale" (Címbalos), uma coleção de hinos traduzidos de várias línguas.
Fonte - Google
Nota:
A equipe do evangelista Billy Graham foi que popularizou, em 1954, este que se caracterizou como o hino que têm mais traduções e que é um dos mais cantados no mundo.
* A pronúncia mais aproximada é "Mesterôs"____________________________________
Links:
Procure no http://www.youtube.com/ a interpretação do hino "How Great Thou art" por Elvis Presley, que o cantou no seu último concerto, antes de morrer, em 1977, exatamente há 33 anos.
Carl Boberg inspirou-se na paisagem escandinava para escrever este hino. Da mesma forma, muitas vezes sou inspirado a dizer: "Quão grande és Tu!" ao viver nesta que considero a mais bela cidade finlandesa de médio porte, das muitas que conheço. Veja-a nas quatro estações do ano (1... 3,4) , começando com a do momento, o verão (2):
http://paulofranke.blogspot.com/2009/07/hameenlinna-onde-vivemos-no-verao-2.html
sábado, 14 de agosto de 2010
Oh! fé que vem de nossos pais!
Faith of Our Fathers
Tradução: Eduardo Henrique Moreira
Hinário Episcopal
Oh! Fé que vem de nossos pais! É grato ouvir a sua voz; Conosco vive, mais e mais, Louvando a Deus, guiando a nós; De nossos pais a santa fé Nos auxilie a estar de pé!
Quando em cadeias e prisões E quando a espada lampejou, A paz desceu aos corações E as consciências libertou. De nossos pais sublime fé Que nos alente a estar de pé!
Quem, como filho, desde já, Seguir seus passos sem temor, De dia em dia encontrará Mais energia e mais amor. De nossos pais a antiga fé Ajudará a estar de pé.
E até a aurora aparecer No dia que não tem igual e venha o evangelho ser Triunfador de todo o mal, Possamos nós, sagrada fé, Lutar por ti, morrer até!
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O famoso hino retrata imagens de mártires que, através dos séculos, têm sofrido em algemas e calabouços, por fogo ou espada. Deveria também chamar-nos a atenção a recentes perseguições aos cristãos. Alguns escritores têm indicado que mais cristãos têm sofrido perseguição e martírio nesta geração do que em qualquer outra da história.
Frederick W. Faber (1814-1863) foi um ministro anglicano que viveu na Inglaterra. Acredita-se que ao escrever este hino referia-se ao martírio durante o reinado de Henrique VIII. Um observador daquele tempo escreveu que o rei estava fazendo mártires como se mata em um matadouro, incluindo um dos seus mais ilustres súditos, Thomas More. Portanto, escreveu as lindas palavras do hino pensando na perseguição que fez muitos mártires no século 16 e em seus próprios dias.
O Exército de Salvação é familiarizado em sua história com heróis e heroínas que foram perseguidos por sua fé, entre eles: Major Yin Hung-shun que suportou 15 anos em um campo de trabalhos forçados na China, Brigadeiro Josef Korbel, prisioneiros por 10 anos na República Tcheca, Major Noh Yong Soo, executado por comunistas na Coréia (ver história no link abaixo), Comissário Stanley Cottrill e outros, que passaram por campos de concentração na Segunda Guerra Mundial, mencionando também duas jovens que foram assassinadas em um Instituto salvacionista em Zimbabwe.
Reflitamos na fé de nossos pais e mães e na de todos os que nos deixaram tal tesouro de herança espiritual!
Fonte: Songs of the Night
Hino oficial do Congresso da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Porto Alegre, em 1959, este hino foi cantado nos principais cultos do histórico evento. A foto mostra os participantes do grande coral do congresso, muitos de saudosa memória (sou o quarto na última fila à direita).
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L i n k s:
O hino:
http://www.youtube.com/watch?v=Jf5VKx8EQF0&feature=related
Na Coréia, o martírio de um oficial salvacionista e a banda do orfanato que marchou para nunca mais ser vista...
http://paulofranke.blogspot.com/2008/05/o-renascer-de-uma-banda-de-metais.html
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Não desanimes, Deus proverá, Deus cuidará de ti!
Sångbok 596
Mais junto, ó Deus, a Ti / Mais perto quero estar
Nearer my God to Thee
Laulukirja 33 - Sångbok 271
Mais junto, ó Deus, a Ti, mais junto a Ti, Inda que aflições eu tenha aqui, Aspiro ao gozo ali, Mais junto, ó Deus, a Ti, Mais junto, ó Deus, a Ti, mais junto a Ti.
E, quando ao pôr-do-sol, na solidão, Dormir cansado e só, meu leito o chão, Ver-me-ei, em sonho, ali, mais junto, ó Deus, a Ti, Mais junto, ó Deus, a Ti, mais junto a Ti.
Sejam meus passos, pois, degraus do céu; todas as provações, proveito meu, Já Teu amor senti, mais junto, ó Deus a Ti, Mais junto, ó Deus, a Ti, mais junto a Ti.
Pedra em Betel porei, vencida a dor, Meus dias encherei com Teu louvor. Viver, já decidi, mais junto, ó Deus, a Ti, Mais junto, ó Deus a Ti, mais junto a Ti.
Por trás do conhecido hino "Mais junto, ó Deus, a Ti" há tanto uma história de tragédia pessoal quanto nacional. Tem sido associado com o naufrágio do transatlântico Titanic, que em 1912 chocou-se com um iceberg a 1.600 milhas de Nova York, durante a sua viagem inaugural, desde a Inglaterra. Somente 600 pessoas sobreviveram nos poucos botes salva-vidas do transatlântico, e muitos dentro desses botes, nos momentos finais do Titanic, ouviram a banda do navio tocar "Mais junto, ó Deus, a ti" enquanto passageiros que não puderam escapar cantavam o hino que foi escrito para o conforto pessoal de uma mulher.
Sarah Flower Adams, autora do hino, nasceu na Inglaterra em 1805. Sua mãe morreu quando a menina tinha somente 5 anos. O sonho de Sarah era tornar-se atriz, e começou uma carreira cheia de sucesso nos palcos de Londres, representando Lady Macbeth de Shakespeare.
Sua saúde precária, no entanto, forçou-a a abandonar a carreira artística, transferindo seu talento para escrever. Com a saúde cada vez mais frágil, Sarah morreu aos quarenta e três anos.
As palavras do hino que escreveu foram inspiradas no texto bíblico de Gênesis 28:11-17, a história de Jacó que, em meio à sua grande tristeza, sonhou com uma escada que alcançava o céu. A mensagem do conhecido hino lembra-nos a sua experiência, simbolizando também a peregrinação do cristão que, em meio a trevas e dificuldades, pode pela fé achegar-se mais junto a Deus.
O hino era o favorito do presidente americano, William McKinley, que foi assassinado no seu escritório. Enquanto agonizava, diz-se que sussurrou suas confortantes palavras. Em 19 de setembro de 1901, toda a nação americana parou e os cidadãos cantaram seu hino preferido, "Mais junto, ó Deus, a Ti".
Fonte: Songs of the Night
Nota: Por décadas o hino foi cantado somente com três estrofes. No conselho de revisão do último cancioneiro, traduzi a última estrofe, fazendo assim jus à letra original baseada na experiência de Jacó. O hino, que também tem sido cantado em muitos funerais, no mundo inteiro, foi cantado na cerimônia anglicana do enterro de meu saudoso pai e de minha saudosa mãe, em Pelotas-RS, nos anos de 1977 e 1992, respectivamente.
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L i n k s:
Filme "o naufrágio do Titanic", da década de 50; os que pereceram cantam o hino "Mais junto, ó Deus, a Ti":
http://www.youtube.com/watch?v=WL6YDt0DYJQ
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Hino "Mais perto quero estar", em português:
http://www.youtube.com/watch?v=h90z46FtMIE&p=7F5944652A66BF74&index=6&playnext=3
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Acesse o link abaixo e saiba mais a respeito do naufrágio do Titanic,
principalmente sobre os salvacionistas que nele pereceram e a ajuda
que foi dada aos náufragos ao chegarem ao porto de Nova York:
http://paulofranke.blogspot.com/2009/05/o-exercito-de-salvacao-e-o-titanic.html
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Coronel H. Gariepy e seu livro "Canções na Noite"
o Coronel Henry Gariepy
em 1982, quando visitei o Departamento Editorial de Nova York e o de Literatura, ambos sob a sua direção. De volta ao Brasil, tomei a frente de ambos os departamentos na nossa sede em São Paulo.
Quando fomos trabalhar nos Estados Unidos, três anos mais tarde, foi o meu privilégio ouvi-lo também pregar e conversarmos ocasionalmente.
Homem brilhante, Gariepy escreveu mais de 16
livros. Entre líderes cristãos proeminentes que
entrevistou constam Billy Graham, Joni Eareckson Tada, Robert Schuller e a General Eva Burrows.
O Coronel Gariepy, que nasceu em 1930, foi "promovido à glória", designação salvacionista para os que partem para estar com o Senhor, neste ano de 2010.
A propósito deste meu segundo blog, sobre histórias por trás de hinos, homenageio a memória deste talentoso homem de Deus e escritor salvacionista, extraindo de seu livro Songs in the Night (Canções na Noite) algumas das histórias que escreveu, muitas nascidas em tempo de teste e sofrimento de seus autores.
Algumas histórias as quais publicarei:
- Mais junto, ó Deus, a Ti, Se paz a mais doce me deres gozar, Que bondoso amigo é Cristo, Rude Cruz, Grandioso és Tu, Brilha no meio do teu viver, Quando se fizer chamada, Tu és fiel, Senhor, Em Suas mãos e outros.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Cristo, Rocha eternal, quero abrigar-me em Ti!
Rock of Ages, cleft for me
Laulukirja 124a/124b - Sångbok 230
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Cristo, Rocha eternal, Quero abrigar-me em Ti. Possa o sangue divinal, Que, na cruz, vertido vi, Do pecado me curar E minha alma libertar.
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Bem nenhum em mim Tu vês, Quero à Tua cruz chegar; Cobre a minha desnudez, Dá-me graça salutar; Se não vens me socorrer, Salvador, vou perecer!
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Minhas obras, eu bem sei, Mesmo feitas em temor, Não cumpriram Tua lei, Nem revelam meu amor; Não mereço, pois, perdão, Mas em Ti há salvação.
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Augustus Toplady (1740-1778)
Tradução - Manoel da Silva Porto Filho (+ 1988)
Augustus Toplady converteu-se em um vilarejo irlandês aos 16 anos de idade após escutar um sermão, por um leigo iletrado, em um celeiro. Tocado em seu espírito por aquele sermão, Augustus entregou sua vida a Deus, consagrando-a ao Seu serviço.
Certa ocasião, após conversar longamente com John Wesley, cada um seguiu o seu caminho e Augustus andou à beira da praia orando e meditando. De repente, foi surpreendido por uma
tempestade, com trovões e relâmpagos, que o fez buscar abrigo em uma grande rocha (foto).
Enquanto estava abrigado na fenda da rocha, achou uma carta de baralho no chão e nela escreveu o hino que lhe veio à mente em meio à tempestade.
Isso aconteceu quando Toplady era pastor em Blagdon, Somersetshire, Inglaterra. Na Igreja Anglicana, em cujo ministério ingressou quando tinha vinte e dois anos, passou não muito tempo, tendo de deixar o trabalho devido a uma doença pulmonar. Morreu depois de dez anos enfermo, com 38 anos de idade.
No leito da enfermidade, proferiu: "Meu coração suspira a cada dia pela eternidade. A doença não é nenhuma tragédia, praga, maldição ou mesmo aniquilação". E em sua simples sepultura em Tottenham Court Road está escrito: "Cristo, Rocha eternal, quero abrigar-me em Ti".
Toplady escreveu 133 hinos, mas nenhum tornou-se tão conhecido e cantado quanto "Cristo, Rocha eternal". O hino, no entanto, somente após sua morte começou a circular e alcançar o mundo. A carta onde o escreveu, na fenda da rocha, tem sido preservada e guardada na América.
Fonte: Krigsropet
Sugestão: Conhece o hino? De qualquer forma, procure-o no índice do hinário de sua igreja e peça para ser cantado no próximo domingo. Uma segunda música, belíssima, muito cantada na Escandinávia, é a de Svea Tyndal, geralmente usada para o hino "Por belezas naturais".
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L i n k:
O hino:
sábado, 7 de agosto de 2010
Os hinos de FANNY CROSBY, uma cega notável!
Inspirada por Deus, escreveu mais de 8.000 hinos.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Introdução
Tão interessado e inspirado fiquei em descobrir a razão pela qual poetas ou mesmo pessoas comuns escreveram hinos até hoje cantados - muitas vezes enfrentando tragédia, doença e infortúnio - que comparei ao abrir de um baú contendo um tesouro inestimável em seu interior.
Publiquei, então, de uma forma bem caseira, um livreto cuja aceitação foi muito boa, "O Louvor da Salvação", nome o qual depois de alguns anos foi chamado o programa radiofônico que Anneli e eu levamos ao ar, com continuação até hoje.
Como recebemos transferência para trabalhar em outro país do mundo salvacionista, não continuei minha pesquisa sobre os hinos. Guardei, no entanto, livros e livretos, páginas soltas de antigas e novas publicações sobre o assunto... até um dia!
Com o valioso auxílio da Internet, este dia chegou; portanto, anuncio que "nasceu" meu segundo blog, ao qual acrescentarei histórias de hinos a cada semana, para a bênção e inspiração dos meus caros leitores de qualquer religião cristã (mesmo não conhecendo o hino em questão, poderá ser abençoado com a letra que será também publicada a partir da segunda postagem).
Publicarei neste segundo blog - citando a fonte de minha pesquisa - histórias de hinos do Hinário Salvacionista (Cancioneiro) que constam na 7a edição, do ano de 1999, coordenada em nossa Sede/Quartel Nacional em São Paulo, pelo Comissário Carl S.Eliasen, em cujo conselho, juntamente com outros colegas, tive o privilégio de participar antes de transferir-me para a Finlândia naquele mesmo ano.
Um grande número de hinos do referido cancioneiro é o mesmo do que os dos hinários de outras igrejas evangélicas, portanto muitos leitores sentirão que a matéria deste blog lhes será bastante familiar.
Leia e recomende este meu blog, o que me deixará muito agradecido.