segunda-feira, 6 de junho de 2016

Há um sol que brilha em minh´alma / There is sunshine in my soul today

Cancioneiro Salvacionista no.339





Em minha alma hoje brilha o sol,
Glorioso em resplendor,
Mais brilhante que a clara luz
É o brilho de Jesus.


Há um sol que brilha em minh'alma
E eu gozo alegria e paz
Ao ver a terna face de Jesus,
Em minh'alma brilha o sol.


Em minha alma hoje há canção,
Doce música ao Rei,
E Jesus escuta a minha voz,
A Ele cantarei:


Em minha alma hoje há prazer,
Fé, amor e gratidão
Pelas bênçãos que Jesus me dá,
Conforto e proteção.


Pode haver um propósito na enfermidade que a paralisou? Eliza Hewitt pode ter pensado nisso.

Eliza nasceu na Filadélfia em 1851. Tornou-se professora de escolas públicas em sua cidade. 
Sua carreira, no entanto, foi interrompida por um doloroso problema em sua espinha, causado por um mau aluno que lhe atirou um pedaço de ardósia = pedra usada em revestimentos ou piso.

Jazendo no leito, poderia ter-se tornado eternamente triste e amargurada. Em vez disso, estudou literatura inglesa e começou a cantar e escrever hinos, um dos muitos "Há um brilho de sol hoje em minha alma", literalmente.

Mais tarde, quando teve uma certa melhora, embora sofrendo para o resto de sua vida, Eliza tornou-se imensamente interessada em ensinar em escolas dominicais a ponto de ter uma classe de 200 crianças e jovens. Ela morreu em 1920.

ööööööööööö

Fonte: Google.com
Tradução: Paulo Franke

O hino instrumental com letra no original inglês:

https://www.youtube.com/watch?v=bdW93y1TzIw



O hino cantado por ocasião da visita do Regent Hall ao Brasil,
sendo dirigido pelo Major Paulo Soares; clique, veja e escute:


https://www.youtube.com/watch?v=7Gb88FxxlVA






Paulo Franke e Paulo Soares...camp de músicos e cantores em Pelotas-1977. 
Ambos os Paulos foram redatores 
do BRADO DE GUERRA (Franke)/REVISTA RUMO (Soares).
Ao lado, Anneli com o hoje pastor Ademir Martins, no mesmo acampamento
onde o hino "Há um sol", recém-traduzido, foi ensinado e muito cantado.

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

"Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus"

1. Vamos nós trabalhar,
somos servos de Deus,
nosso Mestre seguir
no caminho dos céus;
e no seu bom conselho
o vigor renovar, diligentes fazendo
o que Cristo ordenar.

Estr: No labor, com fervor, a servir
a Jesus, com firmeza e fé e com
oração, até que volte o bom Senhor.

2. Vamos nós trabalhar
e os famintos fartar;
para a fonte os sedentos
depressa levar!
Só na cruz do Senhor
nossa glória será,
pois Jesus salvação
por seu sangue nos dá!

 3. Vamos nós trabalhar,
aos perdidos dizer
que de Deus hoje mesmo
o perdão podem ter.
Quem buscar ao Senhor
redimido será,
pois Jesus salvação
para sempre nos dá!

4. Vamos nós trabalhar,
ajudados por Deus,
que a coroa da glória nos dá,
lá nos céus.
A mansão dos fiéis sempiterna será,
pois Jesus salvação graciosa nos dá!

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Autora da letra: Frances Jane (Fanny) Crosby
Autor da Melodia: William Howard Doane

NOTA: A história por trás deste conhecido e amado hino pode ser encontrada em outros da autora cega Fanny Crosby, comentados neste blog.

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L i n k

O hino cantado pela congregacão da Catedral Evangélica de São Paulo:

https://www.youtube.com/watch?v=a4tohMICYQo


quarta-feira, 20 de abril de 2016

O amor de Deus é singular/ The love of God is greater far

1
O amor de Deus é singular,
Ninguém jamais pode explicar;
É bem mais alto que os céus,
E mais profundo que o mar.
A nossos pais, que transgrediram,
Deus prometeu-lhes Jesus;
Oh! que amor sem par ouviram,
Linda promessa da cruz.
O amor de Deus, tão rico e puro,
Ninguém o pode explicar;
Jamais tem fim, é bem seguro,
Pra sempre o hei de louvar.
2
E quando o tempo se passar,
Os reinos todos vão ruir;
Ingratos homens vão clamar:
“Ó, venham, montes, nos cobrir.”
Porém o amor de Deus perdura,
Mesmo em tristeza e dor;
E vida eterna, bem segura,
Tem o que crê no amor.
3
Se fosse tinta todo o mar,
E os céus infindos, os papéis,
Quais penas fosse todo hastil,
E os homens, escrivães fiéis;
Nem mesmo assim o amor seria
Descrito em todo o fulgor;
Oh! deslumbrante maravilha
É esse eterno amor!



Frederick Martin Lehman, 1868-1953, nasceu em Mecklenburg, Schwerin, Alemanha e morreu em Pasadena-CA. Foi enterrado no Forest Lawn Memorial Park, Glendale, Califórnia. * Emigrou para a  América com sua família quando tinha 4 anos, vivendo em Iowa a maior parte de sua infância. Veio a Cristo aos 11 anos.
Frederick escreveu este hino em 1917 em Pasadena-CA, e foi publicada em 1919. A letra é baseada no poema judeu Haddamut,  (or Akdamut, אֵקְדָּמוּת מִלִּין), escrito em Aramaico em 1050 por Meir Ben Isaac Nehorai, um cantor em Worms, Alemanha.


Frederick descreve como o belíssimo hino "nasceu", em 1948: "Um dia, durante um curto intervalo no trabalho, peguei um pedaco de papel e sentei-me em uma caixa de limões vazia e com um toco de lapis acrescentei as primeiras duas estrofes. Quanto a terceira estrofe do poema judeu, havia sido escrita na parede de um quarto de um asilo para pessoas com problemas mentais, descoberto depois que o homem ter sido carregado para a sua sepultura. A opinião geral é que a pessoa  escrevera tais palavras em um momento em que estava lúcido."


A música, do próprio Frederick, teve arranjos de sua filha, 
Claudia L. Mays.













* Em janeiro de 2016 visitei o cemitério de Forest Lawn, em
Glendale, Califórnia, sem saber que Frederick havia sido enterrado lá. (PF, dono do blog)

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L i n k s

O hino no original inglês com legenda:

https://www.youtube.com/watch?v=nEi463LcxxA


Cantado em português:

https://www.youtube.com/watch?v=cTb0q6x19Lo


Nota:

O hino também pode ser encontrado

nas interpretacões de Feliciano Amaral e Luiz de Carvalho

no youTube.com

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Pelo Sangue"/"Make the world with music ring"

Este hino, conhecido no Brasil através da Harpa Cristã (192), é originalmente um hino do Exército de Salvação, com uma cadência típica salvacionista, conforme o leitor poderá ouvir no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=youCxCiLIK8

O link em português poderá ser ouvido no final de sua história.


O autor de "Make the world with music ring" (Faça a música ressoar no mundo) foi Charles Coller, que nasceu em 5 de março de 1863 em Romford, Essex,  e morreu em 21 de março de 1935, em Edmonton, Middlesex, também na Inglaterra.
Charles Coller cresceu em Woodford e uniu-se ao Exército de Salvação (The Salvation Army) em 1885, no Corpo de Regent Hall, no centro de Londres.
Foi um membro da SA Household Troops Band que fez a sua primeira campanha em 1887. Mais tarde, Charles tocou trombone na SA International Staff Band.  Começando em 1895, trabalhou em vários SA Trade departamentos, então no Salvationist Publishing and Supplies Ltd em Londres. Sua última nomeação - como major em 1928 - foi ligada ao Music Publications Department, de onde se aposentou.
O prolífico músico contribuiu com mais de 200 músicas para a publicação do ES "The Musical Salvationist".
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Desconheço quem, usando a animada música do salvacionista Charles Coller, escreveu "Pelo Sangue", que, embora seja uma linda letra, nada tem a ver com o original "Faça a música ressoar no mundo," que desconheço também se existe tradução para o português.

Escute-a em português:


https://www.youtube.com/watch?v=qoePWfQY3zE

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quarta-feira, 23 de março de 2016

Nosso Evangelho é vivo e atual -

Tivemos o privilégio
enquanto oficiais dirigentes do Templet sueco em Helsinki, de 1999 a 2005, de receber a visita dos Generais John Gowans e John Larsson, ambos dirigentes do congresso finlandês em diferentes ocasiões.


João Vinícius, meu neto quando pequeno, esperando, meio sem jeito, para dar à esposa do General um ramalhete de flores.


O general gostou da "continência" do menino estoniano!
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Considero grande responsabilidade traduzir cânticos/hinos, principalmente da dupla Larsson-Gowans, no meu parecer os maiores musicos salvacionistas de todos os tempos.  Não posso precisar quando me foi pedido traduzir o abaixo, do musical "Take over bid" (não apresentado no Brasil)...


We have a gospel that matches the hour,
We have discovered the true source of power,
Man is a weakling, but he can be strong,
Choosing the right and refusing the wrong.
Man has no meaning, no purpose, no soul,
Till he discovers that God is his goal.
This is the gospel that claims all our powers,
This is good news for this age of ours..

... que depois de algum tempo ficou assim:

Nosso Evangelho é vivo e atual,
Nele encontramos da vida o ideal;
Triste, sozinho, cansado de pecar,
O homem no bem não consegue andar.
Não há na vida razão ou prazer,
Se nosso alvo for outro, e não Deus.
Este Evangelho apela ao coração:
Ele é vida, é poder, é ação!

Mão de obra, por assim dizer, fazer traduções do inglês, com palavras na sua maioria curtas - com possibilidade de "caber" na música diversos pensamentos - o que não acontece com o nosso idioma. Procurei to do my best e tive a satisfação íntima de receber um elogio do melhor músico que tínhamos na época no Brasil, o missionário inglês Christopher Parker, que considerou muito boa a versão. Com sua esposa, Shirley Parker, dirigiram os musicais "Gente de Jesus" e "Espírito" (ver link).

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Já fiz constar neste meu blog de histórias de hinos comentário sobre este hino, com a grande lacuna de não haver nenhuma interpretação do mesmo para o português (ver link).
Surpresa agradável, no entanto, foi, através do Facebook, ouvir "Nosso Evangelho é vivo e atual" ser cantado no comissionamento da última sessão que ingressou no Colégio de Cadetes no Brasil, cujo nome mais apropriado impossível, "Mensageiros do Evangelho".

Obrigado, talentosa amiga Ana Paula Swartele,
pela iniciativa de trazê-lo para o youTube!


Clique e escute-o pela Brigada Nacional de Cantores, 
sob a regência de Vera Wakai Sales:

https://www.youtube.com/watch?v=A_Z3wuVcYyM


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L i n k s




MUSICAIS DA DUPLA GOWANS-LARSSON QUE
FICARAM NA HISTÓRIA DA MÚSICA DO ES NO BRASIL
(Basta clicar)




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quinta-feira, 10 de março de 2016

"No serviço do meu Rei eu sou feliz!"

Uma recordação de um um hino que nunca mais cantei na Finlândia, onde vivo há 18 anos, mas que me lembro, ao ser entoado, expressões de alegria e felicidade tomavam conta da congregação!

Letra:  : Alfred Henry Ackley (1887-1960)
Trad.: Salomão Luiz Ginsburg (1867-1927)
Música: Bentley DeForrest Ackley (1872-1958)


No serviço do meu Rei eu sou feliz,
Satisfeito, abençoado;
Proclamando do meu Rei a salvação,
No serviço do meu Rei.


No serviço do meu Rei
Minha vida empregarei;
Gozo, paz, felicidade,
Tem quem serve a meu bom Rei.

No serviço do meu Rei eu sou feliz,
Obediente e corajoso;
Na tristeza ou na alegria sei sorrir,
No serviço do meu Rei.

No serviço do meu Rei eu sou feliz,

Jubiloso e consagrado;
Ao seu lado desafio a todo mal,
No serviço do meu Rei.

No serviço do meu Rei eu sou feliz,

Venturoso e decidido;
Quanto tenho no serviço gastarei,
No serviço do meu Rei.


Alfred Henry Ackley, compositor e/ou autor de aproximadamente 1. 500 hinos, cânticos do estilo gospel hymns e canções, publicou este hino em 1938. Ackley nasceu em Spring Hill, Estado de Pensilvânia, EUA, em 21 de janeiro de 1887. Violoncelista aprimorado, recebeu de seu pai as primeiras noções de música. Depois estudou na Academia Real de Música em Londres e com Hans Kronold, em Nova Iorque. Formado pelo Seminário Teológico Westminster no Estado de Maryland, EUA, pastoreou igrejas presbiterianas nos Estados da Pensilvânia e da Califórnia. Foi assistente do Dr. Hugh Kerr, editor do Hinário Presbiteriano de 1933.
Em colaboração com seu irmão, Bently DeForest Ackey além de escrever e compor hinos, Ackley compilou inúmeros hinários e coletâneas para a Publicadora Rodeheaver para os quais os irmãos contribuíram com muitos coros e hinos evangélicos.

Alfred Ackley recebeu o Doutorado em Música Sacra (honoris causa) da Universidade John Brown. Faleceu em 3 de julho de 1960.


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Talentoso, punha tempero bem brasileiro na tradução dos hinos. Desde longa data, portanto, são cantados no Brasil com amor, consagração e fervor evangelístico.

No Cancioneiro Salvacionista, hinos de Salomão Luiz Ginsburg há décadas usados com permissão do Cantor Cristão:

015 - Ao Deus de amor e de imensa bondade (letra no final da postagem)
127 - Buscou-me com ternura, Jesus
133 - Eu, perdido pecador, longe
178 - Ó corações considerai... por que não já?
191 - Queres o teu vil pecado vencer?
202 - Do teu pecado te queres livrar?
213 - Escuta a voz do meu Jesus: vem, segue-Me
229 - Aviva-nos, Senho, eis nossa petição
234 - Tudo a Ti, Jesus, consagro... tudo entregarei
240 - Cada momento me guia o Senhor
249 - Dá tempo à tua alma, não deixes de orar
293 - Chuvas de bênçãos teremos
316 - Em Jesus confiar, Sua lei observar
318 - Aflito e triste coração, Deus cuidará de ti
412 - Povo de Deus, cumpri o vosso encargo
422 - No serviço do meu Rei eu sou feliz
423 - Espalhemos, todos, a semente santa
426 - Oh! onde os obreiros a trabalhar?
435 - Oh, sim, há de ser glória pra mim
- Uma barca naufragando
- Em Teus braços, eu me escondo
Os dois últimos bem conhecidos no ES.


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O Cantor Cristão é um hinário (um livro contendo um conjunto de hinos, músicas cristãs tradicionais de várias épocas), da Igreja Batista, publicado pela Juerp (Junta de Educação Religiosa e Publicações/criada pela CBB - Convenção Batista Brasileira, em 1907). Em sua totalidade o Cantor Cristão contém 581 hinos de edificação a Deus. Hinário das Igrejas Batistas do Brasil - Cantor Cristão é uma rica herança pertencente aos batistas brasileiros. O hinário, o segundo dos evangélicos brasileiros (o primeiro, "Salmos e Hinos" foi publicado em 1861), publicado em 1891 e a sua edição inicial continha somente 16 hinos, compilados por Salomão Luiz Ginsburg. As edições se sucederam, sendo sempre acrescidas de hinos novos. Em 1921 saiu a 17ª edição do hinário, já com 571 hinos, dos quais 102 eram tradução de Salomão Luiz Ginsburg . Desde que Salomão Luiz Ginsburg editou o Cantor Cristão em 1891, muitas outras pessoas ilustres têm prestado a sua colaboração: Willian Edwin Entzminger (72 hinos), Henri Maxwell Wright (61 hinos), Manoel Avelino de Souza (29 hinos) e Ricardo Pitrowsky (23 hinos), os que mais letras ou traduções fizeram no atual Cantor Cristão. A pintura a óleo de Salomão Ginsburg é da autoria do Pastor José Souza Marques.

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Salomão Ginsburg: um homem chamado por DeusSalomão Ginsburg era judeu de origem, filho de um rabino, nascido na Polônia em 6 de agosto de 1867. Nessa época a Polônia era dominada pela Rússia. Com problemas por causa de um casamento arranjado, fugiu para a Inglaterra.

Desde cedo, Salomão tinha uma curiosidade: entender o capítulo 53 de Isaías. Em sua casa, nunca havia conseguido do pai uma explicação para o texto; ao contrário, levou uma bofetada por sua insistência.

Em Londres, ficou sabendo de um pregador que estava disposto a falar sobre esse texto. Foi assim que, tendo conversado com um pregador do Evangelho, o jovem Salomão teve o seu primeiro contato com a mensagem salvadora de Cristo. Tempos depois, converteu-se à fé cristã.

Todas as pessoas que passam a conhecer a mensagem salvadora de Cristo e abrem o seu coração são transformados, e fazem a diferença no mundo em que vivem.

Após a sua conversão, Salomão sofreu muitas humilhações, pois sua família seguia as tradições judaicas. Sofreu também nas mãos dos judeus que moravam em Londres. Mas aqueles que verdadeiramente se convertem ao Evangelho resistem a tudo em nome de Jesus.

Salomão Ginsburg: um homem guiado por DeusQuando estamos sujeitos à vontade de Deus, Ele começa a dirigir as nossas vidas, e isso faz toda a diferença. Foi assim que Deus agiu na vida de Salomão. Os cristãos londrinos o ajudaram, colocando-o em uma casa para judeus convertidos e nessa casa ele aprendeu a arte da tipografia. O aprendizado fez grande diferença em sua vida de missionário.

O chamado missionário logo se fez presente na sua vida, pois quem é resgatado por Cristo tem este desejo de anunciar a outros a descoberta desta grande verdade. Logo Salomão seguiu para um seminário e, aos 23 anos, tendo concluído seu curso, foi ordenado ao ministério.

Salomão Ginsburg aceitou o desafio de anunciar a Jesus no Brasil através do apelo feito pela Sra. Sarah Kalley, fundadora, com o Dr. Kalley, do trabalho Congregacional no Brasil.

Ele aprendeu a língua portuguesa em Portugal. Sua estratégia era a de aprender 100 novas palavras por dia e assim, ao final de 1 mês de estudo, conseguiu produzir um folheto chamado: “São Pedro nunca foi Papa.”.

Salomão ainda produziu outro folheto chamado: “Religião de trapos, ossos e farinha” criticando com duras palavras o catolicismo em Portugal. Esse folheto desagradou as autoridades portuguesas e ele teve que deixar as terras portuguesas rumo ao Brasil, onde chegou em Junho de 1890.


Salomão Ginsburg: um homem transformado por Deus
Salomão começou o seu trabalho missionário no Rio de Janeiro entre os Congregacionais, dos quais muitos se converteram ouvindo suas mensagens. Foi contemporâneo de alguns dos missionários que estudamos em nossos manuais: o Casal Bagby e o casal Taylor.

Em certa ocasião, Salomão travou um grande debate com o Dr. Bagby sobre a forma dos batistas de aplicar o batismo. Esse debate o levou a estudar o assunto, pois buscava conteúdo para escrever um folheto contrário a forma de batismo dos batistas. Em busca de subsídios, entrevistou Zacarias Taylor. Essa conversa o convenceu de que a forma bíblica do batismo só podia ser a imersão. Com este novo entendimento, não demorou muito e Salomão Ginsburg juntou-se aos batistas brasileiros.

Salomão Ginsburg: um homem que trabalhou pelo Evangelho no Brasil

Todo crente em Cristo precisa trabalhar pelo Evangelho. Uma coisa admirável na vida desse homem foi que ele trabalhou incansavelmente para o crescimento do trabalho batista no Brasil e para que os brasileiros conhecessem a Jesus.

Vou contar mais mais algumas coisas que ele fez:

- Em 1894 fundou uma tipografia e publicou o primeiro número de “As Boas Novas”.

- Foi o primeiro a batizar na Amazônia e foi o pioneiro do trabalho batista no estado de Goiás.

- Reeditou o “Cantor Cristão”, a primeira coleção de hinos dos batistas brasileiros, além de ter sido autor ou tradutor de mais de 102 desses hinos – o que o fez tornar-se conhecido como o “pai do Cantor Cristão”.

- Por causa da pregação do evangelho em São Fidélis-RJ, Salomão foi muito perseguido, tendo ficado preso por 10 dias.

Mas não foi só no Rio de Janeiro que Salomão Ginsburg sofreu perseguições por causa de seu trabalho. Em Pernambuco, um frade católico chamado Frei Celestino, inconformado com o crescimento dos evangélicos, criou uma liga antiprotestante, que tinha como metas queimar as Bíblias distribuídas pelos evangélicos por serem “falsas” e que as empresas locais demitissem todos os funcionários que fossem evangélicos.

Os planos de Frei Celestino planos falharam e, por fim, contratou um cangaceiro chamado Antônio Silva para matar Salomão, mas este plano também falhou, pois o cangaceiro ouviu uma mensagem e ficou tão impressionado com a pregação, que nada fez ao missionário.

Conclusão

Você poderá saber mais da história e das lutas desse missionário nos campos brasileiros lendo a sua autobiografia, chamada: “Um judeu errante no Brasil”.

Termino este estudo desejando que você, embaixador, trabalhe pela evangelização do Brasil. Use todos os talentos e dons que Deus te deu e, a exemplo de Salomão Ginsburg, faça bom uso deles pregando o Evangelho. A nossa coroa fala sobre estudo missionário justamente para que olhemos para essas vidas e façamos delas um modelo para a nossa vida.

O Pr. Isaias Gomes Coelho é pastor, conselheiro de ER e ex-coordenador de DCER, membro da Igreja Batista de Nova Vida/DF.

Nota: Faleceu em São Paulo, em 31.03.1927, quando tinha 60 anos de idade. 

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Salomão Luiz Ginsburg em sua autobiografia - "Um judeu errante no Brasil" - fez questão de relatar um importante episódio de sua vida, ligado ao naufrágio do TITANIC.


Em 08 de abril de 1902, em Maceió (AL), traduziu o hino "Uma barca naufragando, quem lhe valerá?" ("Cantor Cristão", n° 325); dez anos depois, exatamente, passou por impressionante e extraordinária experiência.

Em 1912, chegando a Londres, procedente de Lisboa, logo reservou passagem para Nova Iorque. Algumas viagens foram suprimidas, restando a Ginsburg optar: viajar no "Majestic", no dia 02 de abril, ou no "Titanic", escalado para o dia 10 desse mês.

Conta Ginsburg que o desejo de embarcar no "Titanic" era grande, mas resolveu antecipar sua ida para Nova Iorque. Viajando num navio bem modesto, Ginsburg chegou a Nova Iorque naquele domingo trágico; tivesse demorado em Lisboa uma semana, teria sido forçado a viajar no "Titanic" (O JORNAL BATISTA, 14 junho 1992, pag.2) .


Fonte desta postagem: INTERNET - Cancioneiro Salvacionista

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Escute-o em português:

https://www.youtube.com/watch?v=p_zJoy3fHEI


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Se teu coracão estiver em paz / If your heart keeps right...




Quando cada um fazia algo diferente na nossa sala, de repente olhei para a paisagem do meu cantinho da Internet e comentei com Anneli: "Olha, lá no fundo nuvens escuras (não exatamente esta foto) e aqui mais perto o sol brilhando na neve!" Ela rapidamente cantou o hino "Se teu coração estiver em paz", o que foi um "empurrão" para continuar a publicar no meu blog de hinos antigos. Este hino aprendi com o meu primeiro Oficial Dirigente, o saudoso Sidney de Barros Campos.

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Se teu coração estiver em paz
Cantor Cristão
Cancioneiro Salvacionista no.322

Vindo sombras escuras nos caminhos teus
oh, não te desanimes, canta um hino a Deus!
Cada nuvem escura arco-íris traz
quando em teu coração reinar perfeita paz.

Se teu coração estiver em paz,
bem feliz e alegre a vida passarás.
Se teu coração estiver em paz,
verás que um arco-íris cada nuvem traz.

Se o viver é de lutas, cheio de amargor,
mostra afeto aos aflitos, age em seu favor.
E de tudo o que sofres tu te esquecerás;
fruirás muitas bênçãos se tiveres paz.

Vem após longa noite a aurora matinal,
fica o céu mais brilhante após o temporal.
A esperança não percas, tudo vencerás;
fugirão as tristeza se tiveres paz.

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Letra: Lizzie Douglas Foulks DeArmond (1847-1936)

Título Original: If Your Heart Keeps Right

Música: Bentley DeForrest Ackley (1872-1958)


Lizzie Douglas Foulks DeArmond foi uma professora que viveu na Pensilvânia. Ela serviu ao Senhor no departamento infantil da escola dominical. Desde tenra idade gostou de escrever, o que fez durante toda a sua vida. Ficou viúva em 1923, com 8 filhos para sustentar. Com seus inspirados escritos uniu tanto ministério para Deus quando meio de sustento, produzindo hinos para crianças, textos para cantatas, exercícios, diálogos e poemas para recitar etc. além de artigos para jornais e revistas.
Escreveu sobre o seu trabalho: "Se alguma coisa que eu tenha escrito ajudou a erguer uma alma com cuidados desta vida e dificuldades, tendo-as trazido para mais perto do amor de Jesus, a alegria é toda minha, mas a glória é de Deus!" 
-wordwisehymns.com
O tradutor do hino, o pastor e hinista Ricardo Pitrowsky, estava passando por duras provas. Descrevendo a ocasião em que este hino falou ao seu coração e ele o traduziu, disse:
  “No inicio do meu pastoreado na Igreja Batista do Engenho de Dentro (de 1918 em diante) sofri ataques tremendos por agentes de Satanás com calúnias contra mim, com o propósito de forçar-me a demitir-me deste pastoreado. Entretanto, como nenhuma das acusações pode ser provada fui fortificado pelo fato de que não havia nada na minha vida que pudesse quebrar a minha comunhão com Deus. Continuei firme no meu lugar através da paz que Deus proporcionou a meu coração. Esta experiência e uma outra semelhante que acontecera com o dr. John W. Sherpard, diretor do nosso Seminário no Rio, me incentivaram a traduzir este hino, que dediquei ao dr. Shepard.” Ricardo faleceu em 1965)


Nota: Ainda que Pitrowsky tenha feito um excelente trabalho, que tem abençoado milhares de pessoas com sua mensagem,  é mais uma versão do que propriamente uma tradução do "Se o teu coração estiver correto" literalmente do inglês.

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O belíssimo hino cantado em português:

https://www.youtube.com/watch?v=80eqcurDkLM&spfreload=10


E no original em inglês:

https://www.youtube.com/watch?v=EF7BEMlfg0c


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